Os erros gramaticais mais comuns

É fato que nem sempre conseguimos seguir fielmente a ortografia das palavras, e consequentemente a norma padrão da língua portuguesa. Isso não significa que não saibamos nos comunicar, ou que somos inferiores, mas conhecer o próprio idioma e entender suas especificidades é muito importante para a construção de uma convenção. Pensando nisso, elaboramos uma matéria para você entender melhor aquela questão ortográfica que sempre pega no seu pé. Para você nunca mais cometer esses erros gramaticais, confira!

 

Os Porquês:  

Embora fonética e fonologicamente “por que” “porque” “por quê” e “porquê” sejam idênticos, na gramática eles desempenham funções diferentes.  

Por que: É utilizado para se fazer perguntas  

Observe: Por que você não foi a festa ontem à noite?  

Porque: É utilizado para dar respostas 

Observe: Porque estava doente.  

Por quê: É utilizado em perguntas feitas no fim de frases  

Observe: A festa não começou, por quê?  

Porquê: É utilizado como um substantivo e serve para indicar motivo ou razão  

Observe: Não entendi o porquê de o DJ não ter tocado no horário previsto.  

 

A ver e haver

Essas duas palavras são constantemente confundidas e utilizadas em contextos que não são adequados, como é o caso da expressão “ter a ver”  

Quando falamos que algo não tem nada a ver, queremos dizer que não determinada coisa não tem relação com outra. Quando falamos que algo não tem nada haver, essa expressão tem sentindo de receber, ter e está ligada muitas vezes a questões financeiras como créditos bancários. 

 

Mal e mau  

Para entender a diferença entre essas duas palavras basta usar o macete 

Mal é o contrário de bem    

Observe: Estou me sentindo muito mal (poderia ser “estou me sentindo muito bem”) 

Mau é o contrário de bom  

Observe: Gabriel foi muito mau com você (poderia ser “Gabriel foi muito bom com você”) 

 

Acima e abaixo 

Essas duas palavras também geram muita confusão em nós falantes de português, isso porque também existe a cima e a baixo.  

 

Essas duas palavrinhas são advérbios que indicam posição ou lugar. Estão muito ligados a ideia de superioridade e inferioridade.  

 

Observe: 

 A série que eu assisti ontem à noite, ficou abaixo da minha expectativa.  

Desejo, acima de tudo, que você seja muito feliz!  

 

A cima e a baixo:  

Diferentemente das palavras anteriores, essas duas não são advérbios, mas sim substantivos acompanhados por preposição. O sentido de a cima e a baixo está ligado à altura.  

Observe:  

O casarão veio a baixo.  

Desceu de bicicleta de baixo a cima  

 

Traz e trás 

Para compreender a diferença entre essas palavras, é necessário saber que traz se trata de um verbo, que indica levar algo para perto de quem fala, e que trás é um advérbio que indica uma posição posterior 

Observe: Traz um copo d´água para mim?  

Rafaela olhou para trás quando a chamei.  

 

Por fim, há diversas palavras na nossa língua que são idênticas quando falamos, por isso muitas vezes confundimos o momento em que devemos utilizá-las. No entanto, é super importante que a gente tenha conhecimento dessas especificidades pois elas são imprescindíveis para o uso da norma padrão e do discurso formal. Assim, ficamos mais seguros ao fazer uma redação, uma reunião e até mesmo uma entrevista de emprego. 

 

 

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